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#CAIXA | 14/04/2026
Após cobrança da Fenae, Caixa acata demandas e ajusta pagamentos do SuperCaixa

Banco reverte desabilitação de unidades em indicadores de negócios sustentáveis, pagará valores no dia 20 de abril e devolve percentual retido após encontro com as entidades.

Após reunião realizada no último dia 9 com a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) e representantes das Apcefs, a Caixa acatou parte das demandas apresentadas pelas entidades e promoveu ajustes no pagamento do programa SuperCaixa.

Entre as medidas adotadas pelo banco está a revisão de contestações relacionadas aos indicadores de negócios sustentáveis (SISNS), com a reabilitação de unidades que haviam sido desabilitadas. Com isso, os empregados dessas unidades terão direito ao pagamento dos valores, programado para o próximo dia 20 de abril.

A Caixa também confirmou o pagamento dos 10% que haviam sido retidos no crédito realizado em 20 de março, outra reivindicação levada pelas entidades durante a reunião.

As mudanças ocorrem após questionamentos apresentados pelas representações dos empregados sobre os critérios do programa, que resultaram na desabilitação de cerca de 7% das unidades da Caixa, impactando diretamente o pagamento da remuneração variável. Entre os critérios exigidos estão indicadores como avaliação de atendimento ao cliente (CSAT) e metas relacionadas a negócios sustentáveis.

Para o presidente da Fenae, Sergio Takemoto, os avanços demonstram a importância do diálogo e da atuação das entidades. “Esse resultado é fruto direto da reunião e da atuação das entidades. Levamos as demandas dos empregados à Caixa e conseguimos corrigir algumas distorções importantes no SuperCaixa. O que reivindicamos é simples: se o empregado vendeu, precisa receber”, afirmou.

Takemoto reforçou que o acompanhamento continuará. “Seguiremos cobrando mais transparência nos critérios e o aperfeiçoamento do programa, para que ele seja mais justo e reflita a realidade das unidades e dos empregados”, completou.

Representando as Apcefs na reunião, Joana Lustosa destacou que, embora os ajustes sejam importantes, ainda há pendências. “Foi um avanço importante, principalmente na reabilitação de unidades e na garantia dos pagamentos, mas ainda não é suficiente. Ainda existem agências desabilitadas por outros indicadores, como o CSAT, e seguimos defendendo que todos os empregados que cumpriram seu papel tenham direito ao pagamento”, avaliou.

O coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), Felipe Pacheco, reforçou a necessidade de mais transparência por parte do banco. “A Caixa precisa melhorar o diálogo com a CEE, que é a instância de negociação e representação dos empregados. Não ser informada oficialmente sobre medidas como essas é uma falha que precisa ser corrigida”, destacou.

Lucas Cunha, representante do RS na CEE da Caixa, reconhece que houve avanços, com a revisão de alguns indicadores que haviam sido apontados como problemáticos. Ainda assim, o sindicalista avalia que existem pendências importantes. "Há colegas que não receberam os valores devidos e demandas de 2025 que continuam sem resposta. Para 2026, esperamos uma mudança de postura da Caixa, com mais diálogo e escuta dos empregados, que são diretamente impactados pelo programa. A pauta é clara: vendeu, recebeu", completou.


Fonte: Fenae

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